BS'D
BNEI AKIVA - SÃO PAULO
Reflexões sobre a Parashát hashavua
Por Rabino Moshe Bergman
Parashát Balák
- 16 de Tamuz - 7 de julho
Quase todas as parshiót (porções) da Torá estão subdivididas dentro delas em parshiót menores de acordo com os assuntos em pauta. Esta divisão se faz notar principalmente para quem está lendo diretamente do Sefer Torá, pois encontrará espaços nítidos entre um assunto e outro.
Quem estiver acompanhando a leitura de dentro do Chumash, notará estes espaços acompanhados das letras hebraicas "Peh" e "Samach", que delineiam estas subdivisões.
Estas divisões entre os trechos remontam até Moshé rabeinu, que escreveu toda a Torá da exata maneira como a recebeu de Hashem.
Mas quando começarmos a ler nossa parashá - Balak - notaremos algo interessante: durante quase toda a extensão da parashá, até o final da história de Bilam, não há espaçamento algum. Tudo está escrito como se fosse uma coisa só. Fora a parashá "VAIETSÊ", não há fato semelhante na Torá.
Porquê não há intervalos entre os trechos da parashá Balak?
Para podermos entender isto, temos de entender primeiro porque existem os intervalos (onde eles existem). Rashi (Vaikrá 1:1), nos revela que Hashem deu estes intervalos para que Moshé pudesse meditar sobre os diferentes significados do que escrevera, antes de seguir adiante.
Aqui temos uma lição para todos nós, quando estudamos Torá: temos que parar para meditar no significado daquilo que estudamos e o que Hashem quer que façamos, antes de seguir em frente.
Este era justamente o problema de Bilam: apesar de ter sido um profeta e de ser dado a conhecer os desígnios de Hashem, não parava para matutar sobre o que Hashem queria dele a cada passo e quão grande é o amor de Hashem pelo povo de Israel.
Ele pode ter sido até um grande sábio, uma enciclopédia ambulante, mas quando chegava no ponto de aprender bons valores e qual era realmente a vontade de Hashem, não dava a mínima.
Isto é o que a Torá quer nos ensinar quando descreve a história de Bilam sem nenhum intervalo.
Rabino Moshe Bergman
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